Mostrar mensagens com a etiqueta família. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta família. Mostrar todas as mensagens

janeiro 14, 2007

Ocupação do "tempo livre"

Nos últimos tempos tenho actualizado o meu blog com menos frequência. Um amigo, nos e-mails que trocámos, chamou a atenção para este facto. Gosta de passar por aqui e "enriquecer-se"... Prometi-lhe mais respeito por quem espreita a esta janela e procura o meu olhar!
Mas não tem sido fácil. Passo a semana na terra que me adoptou e o fim-de-semana na terra que me viu nascer.
Na primeira, sou membro do Conselho Pastoral e do Conselho Económico (ex-Fábrica da Igreja). Faço o "Jornal Paroquial" e foi-me pedida a coordenação da página da paróquia na internet. Está em estudo e brevemente on-line.
Na segunda, faço catequese (8º ano) e foi-me pedido que ajude na formação de catequistas.
Na escola onde trabalho, mesmo sem horas para essa tarefa, pediram-me colaboração na elaboração do jornal escolar.
Isto é o que chamo "ocupação dos meus tempos livres"!
Faço questão de me realizar na minha vocação fundamental, a família: marido (que ajuda em casa) e pai de quatro filhos (duas meninas e dois meninos). Já tenho dito que é a minha "licenciatura", mas com várias "especializações"...
É claro que também trabalho... Sobre isso havia tanto para dizer, mas não tenho tempo!
Digo apenas que podem ver o blog dos alunos inscritos em EMRC da minha escola, que conta também com o contributo do meu humilde dedinho.

Read more…

novembro 21, 2006

Dia Mundial da Televisão

Oração de uma criança

Transforma-me num televisor,
para poder viver o que ele vive em minha casa.
Ter um quarto especial para mim.
Reunir todos os membros da minha família ao meu redor.
Ser o centro da atenção, que todos querem escutar,
sem serem interrompidos nem incomodados
Que me levem a sério quando falo.
Que acreditem em tudo o que eu digo.
Sentir o cuidado especial e imediato que ele recebe quando algo não funciona.
Ter a companhia do meu pai quando chega a casa, ainda que venha cansado do trabalho.
Que a minha mãe me procure quando está sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar.
Que os meus irmãos briguem para estarem comigo.
Divertir a todos,
ainda que às vezes
não lhes diga nada importante.
Viver a sensação de que deixam tudo para passarem alguns momentos ao meu lado.
Senhor, não te peço muito;
isto é o que qualquer televisão tem.

Read more…

outubro 17, 2006

O comboio da vida

Algum tempo atrás, li um livro que comparava a vida com uma viagem de comboio.
Uma leitura extremamente interessante, quando é bem interpretada…
A vida não é mais do que uma viagem de comboio:
Repleto de embarques e desembarques, salpicado por acidentes, surpresas agradáveis em algumas estações e profundas tristezas noutras.
Ao nascer, subimos para o comboio e encontramo-nos com algumas pessoas que acreditamos que estarão sempre connosco nesta viagem: os nossos PAIS.
Lamentavelmente, a verdade é outra.
Eles sairão em alguma estação, deixando-nos órfãos do seu carinho, amizade e da sua companhia insubstituível.
A pesar disto, nada impede que entrem outras pessoas que serão muito especiais para nós.
Chegam os nossos irmãos, amigos e esses maravilhosos amores.
De entre as pessoas que apanham este comboio, também haverá quem o faça como um simples passeio.
Outros, só encontrarão tristeza nessa viagem…
E outros também, que circulando pelo comboio, estarão sempre prontos para ajudar quem precisa.
Muitos, quando descem do comboio, deixam uma permanente saudade…
Outros passam tão despercebidos que nem reparamos que desocuparam o lugar.
Às vezes, é curioso constatar que alguns passageiros, que nos são muito queridos, se instalam noutras carruagens, diferentes da nossa.
Assim, temos de fazer o trajecto separados deles.
Mas, nada nos impede que, durante a viagem, percorramos a nossa carruagem com alguma dificuldade e cheguemos até eles...
Mas, lamentavelmente, já não nos poderemos sentar ao seu lado, pois estará outra pessoa a ocupar o lugar.
Não importa. A viagem faz-se deste modo:
cheio de desafios, sonhos, fantasias, esperas e despedidas... mas nunca de retornos.
Então, façamos esta viagem da melhor maneira possível…
Tratemos de nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando em cada um, o melhor deles.
Recordemos sempre que em algum ponto do trajecto, eles poderão hesitar ou vacilar e, provavelmente, vamos precisar de os entender…
Como nós também vacilamos muitas vezes, sempre haverá alguém que nos compreenda.
No fim, o grande mistério é que nunca saberemos em que estação vamos sair, nem, muito menos, onde sairão os nossos companheiros, nem sequer, aquele que está sentado ao nosso lado.
Fico a pensar se, quando sair do comboio, sentirei nostalgia...
Acredito que sim.
Separar-me de alguns amigos com quem fiz a viagem, será doloroso.
Deixar que os meus filhos sigam sozinhos, será muito triste.
Mas agarro-me à esperança que, em algum momento, chegarei à estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram.
O que me fará feliz, será pensar que colaborei para que a sua bagagem crescesse
e se tornasse valiosa.
Meu amigo, façamos com que a nossa estadia neste comboio seja tranquila e que tenha valido a pena.
Esforcemo-nos para que, quando chegue o momento de desembarcar, o nosso lugar vazio deixe saudades e umas lindas recordações para todos os que continuam a viagem.
Para ti, que és parte do meu comboio, desejo-te uma...
… Viagem Feliz...

(recebido por e-mail - Obrigado, Vítor!)

Read more…

setembro 25, 2006

(in)Sustentabilidade da Segurança Social

Da newsletter da APFN:

(...) as propostas do Governo de "incentivos à natalidade" foram chumbadas no Conselho de Concertação Social, que acordou em debater as outras questões, adiando para "mais tarde" a discussão sobre os referidos "incentivos"! É como tentar evitar-se que um navio que está a meter água vá ao fundo adiando-se para "mais tarde" a reparação dos rombos!

Como se isto não bastasse, parece que se está a ignorar que não é apenas uma questão da Segurança Social, mas de (in)sustentabilidade do próprio país!

Da mesma maneira que um número crescente de escolas se têm tornado insustentáveis por falta de alunos (e fecham) e maternidades se tornaram insustentáveis por falta de bebés (e fecham), o país não será sustentável com a continuada redução de população activa derivada do cada vez maior défice de natalidade.
(...)
Uma vez que esta situação se deve a uma forte cultura anti-natalista que tem vindo a ser imposta nas últimas dezenas de anos, e enquanto o tal "mais tarde" não chega, a APFN apela a:
(...)
Que o Governo e Associação Nacional de Municípios estimulem o lançamento a nível nacional das medidas positivas que alguns municípios têm vindo a tomar, e que a APFN sempre promoveu, que consiste simplesmente em adoptar para as pessoas aquilo que, com sucesso, já é há muito obrigatório relativamente aos lobos, cegonhas, águias reais, morcegos rabudos e outros "pássaros, passarinhos, passarocos, aves de gaiola e cucos", porque a ecologia também deve ser aplicada aos humanos, que se regem pelas mesmas leis da mesma Natureza.

Read more…

agosto 31, 2006

A escola nos últimos anos

Chega hoje ao fim o período para inscrever jogadores na Liga!
Chega ao fim o ano lectivo 2005/2006!
Chegam ao fim, para muitos, as férias!
Recebido por e-mail, o texto transcrito a seguir pretende ser um gesto de solidariedade, para com todos os professores que, à semelhança do futebol (está no top - pelas piores razões), vivem o caos!

"1ª fase (antes de 1974): O aluno ao matricular-se ficava automaticamente chumbado. Teria de provar o contrário ao professor.

2ª fase (até 1992): O aluno ao matricular-se arriscava-se a passar.

3ª fase (actual): O aluno ao matricular-se já transitou automaticamente de ano, salvo casos muito excepcionais e devidamente documentados pelo professor, que terá de incluir no processo, obrigatoriamente, um "curriculum vitae" extremamente detalhado do aluno e, em alguns casos, da própria família.

4ª fase (em vigor a partir de 2007): O professor está proibido de chumbar o aluno; nesta fase quem é avaliado é o próprio
professor, pelo aluno e respectiva família, correndo o risco (quase certo) de chumbar..."

Read more…